
Durante as aulas foram reutilizados como instrumentos musicais: pneus velhos, tonéis de combustível, galão de combustível, latas de tinta, baldes de manteiga e cabos de vassoura.
Buscando motivar os estudantes para retornar de forma presencial ao ambiente escolar, a escola estadual Mário Quirino da Silva, zona sul de Macapá, realizou a oficina de música Batukelata, com instrumentos feitos a partir de materiais que foram descartados de forma irregular no meio ambiente. A ideia é trabalhar a interdisciplinaridade entre música e reciclagem.
A oficina foi realizada de forma intercalada durante duas semanas e encerrou na noite da última quinta-feira, 30. Durante as aulas foram reutilizados como instrumentos musicais: pneus velhos, tonéis de combustível, galão de combustível, latas de tinta, baldes de manteiga e cabos de vassoura.
Segundo o professor de música Alex Moizinh Jesus, responsável por ministrar as oficinas, a ideia principal é trabalhar a musicalidade através de materiais reaproveitáveis.
“Trabalhar com esses materiais recicláveis é importante, pois vemos todos os dias que a quantidade de lixo despejada é muito grande. Então, a oficina prioriza a utilização de objetos recicláveis e o desenvolvimento desses estudantes na percepção musical, trabalhando a coordenação motora e a conscientização ambiental”, completou Moizinh.
Para a estudante da 1ª série do ensino médio, Ariane Leite, aprender a tocar em um instrumento reciclável foi diferente.
“Eu já sei tocar um pouco de bateria, mas a oficina ajudou a me desenvolver mais porque praticar em instrumentos recicláveis foi mais difícil, aconselho que outros estudantes passem por essa experiência, pois aprendi que podemos fazer música com qualquer objeto”, disse a estudante.
Já para o estudante da 1ª série do ensino médio, Juliano Lucas Silva, ficar muito tempo em casa alimentou a vontade de participar de novos projetos.
“Durante a pandemia fiquei muito tempo em casa e quando vi que a escola ia retornar com uma oficina de música, eu não pensei duas vezes em participar. Foi bem diferente ter a experiência com os instrumentos que nos foram apresentados, mas é importante saber que esses objetos podem ter outras utilidades”, afirmou Juliano.
A gestora da escola, Gisele Braz, reforçou a importância de oficinas como essa para aproximar a comunidade escolar.
“Essa proposta foi feita em conjunto com o corpo técnico escolar para motivar a comunidade em estar dentro da escola através da arte. Após acertamos a oficina, realizamos a busca ativa dos estudantes e o resultado foi positivo com a participação direta deles”, disse a gestora.
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