
Professor de língua estrangeira, Marcionai da Silva conta que, em geral, os alunos têm se adaptado bem à nova metodologia
Durante a pandemia de covid-19 , uma das maiores reflexões de educadores do mundo todo é como seguir trabalhando à distância mantendo a qualidade do ensino antes desenvolvido em sala de aula.
No Amapá não é diferente. Desde março, o Estado adotou a suspensão das aulas presenciais como medida de prevenção à covid-19. Desde então, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) tem desenvolvido um trabalho cada vez mais específico de ensino à distância para auxiliar professores e alunos.
Plataformas digitais como a Sala Virtual do Sigeduc, o Ava/Seed, o Aprendizagem em Casa, além da Central do Enem, no YouTube, são algumas das ferramentas disponibilizadas.
Adaptar-se à educação online, preparar atividades que mantenham os alunos estimulados e, ao mesmo tempo, estar disponíveis para esclarecer dúvidas têm sido novidade para muitos educadores, entre eles o professor Marcionai da Silva, que dá aulas de língua estrangeira na Escola Estadual de Gestão Compartilhada Risalva Freitas do Amaral.
Ele relata que comunidade escolar aprovou as medidas adotadas e os alunos têm reagido bem ao ensino remoto.
O professor explica que a rede estadual está seguindo as diretrizes estabelecidas pela Seed e pelo Ministério da Educação (MEC).
"Os alunos estão respondendo muito bem ao que foi implementado. É evidente que temos algumas poucas dificuldades, mas estamos sanando ao longo de todo esse processo. O certo é que nenhum aluno ficará sem receber auxilio de ensino durante essa pandemia”, disse o professor.
Maria Rita Duarte é gestora da Escola Estadual Maria de Nazaré Pereira, localizada no bairro das Pedrinhas, em Macapá. Ela conta que os professores passaram por formação antes de efetuarem o trabalho nas plataformas.
A gestora reforça que nenhum aluno ficará sem receber o ensino neste período. Para quem não tem internet emcasa, há os kits pedagógicos.
“Nossa equipe passou por treinamento para utilizar as plataformas digitais. Até o momento, tudo está ocorrendo bem. Para quem não tem acesso à internet, estamos providenciando kit pedagógico com apostilas e fazendo de tudo para que ninguém fique desassistido”, pontuou Maria Rita.
Professora de ciências do ensino fundamental, Maria Angélica Rocha fala que essas metodologias de ensino adotadas em meio à pandemia servirão para mostrar como o professor deve estar atento ao diálogo com o aluno.
“Surge uma nova metodologia, e um novo diálogo entre aluno e professor. Eu avalio como positivo o uso das ferramentas tecnológicas aliadas ao ensino, tanto para o professor, que está conseguindo acompanhar seus alunos, quanto para o aluno que está em casa e mesmo assim está produzindo”, finalizou a professora.
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