sábado, 17 de outubro de 2026

SAÚDE

Prevenção e combate: Amapá diminui 30,6% dos casos de malária em 2019

Índice da SVS aponta que foram mais de 4 mil casos a menos comparado ao ano anterior.

Redação
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População indígena tem o maior índice de casos devido a localização das aldeias
População indígena tem o maior índice de casos devido a localização das aldeias · Foto: Divulgação SVS

Crédito: Divulgação SVSPopulação indígena tem o maior índice de casos devido a localização das aldeias

Casos de malária no Amapá teve redução de 30,6% em 2019, comparado com o ano anterior, segundo a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS). Esse índice representa 4.172 casos a menos. É o melhor resultado nos últimos 5 anos.

Veja abaixo a tabela:

Crédito: Divulgação SVS

As ações de controle do vetor da malária (mosquito Anopheles) são desenvolvidas pelo Governo do Estado com apoio das prefeituras municipais. Em 2019, foram ofertadas capacitações no combate, controle, diagnóstico e tratamento da doença.

Além desse trabalho, a SVS entregou à população equipamentos, como mosquiteiros impregnados e insumos para borrifação intradomiciliar. Outro reforço preventivo foi a contratação dos agentes de endemias.

Crédito: Divulgação SVS

VEJA TAMBÉM: Governo e municípios desenvolvem estratégia para redução e controle da malária no Amapá

Segundo o superintendente da SVS, Dorinaldo Malafaia, o combate à malária foi intensificado devido à gravidade da doença em alguns municípios. Ele destaca que o foco do trabalho foi na transmissão para reduzir ainda mais os casos.

“O Governo do Estado teve efetividade no combate e ótimos resultados nas ações. A redução de 30,6% de casos significa que milhares de pessoas deixaram de pegar essa doença no Amapá”, reforçou.

Saúde Indígena

Crédito: Divulgação SVS

VEJA TAMBEM: Combate à malária é intensificado em distritos indígenas do Amapá

Naturalmente, a área indígena tem alto índice de malária, devido à localidade das tribos em meio à mata e o próprio estilo de vida dos índios, que facilitam a transmissão da doença entre eles.

Pensando nesse público, a SVS articulou parcerias com a Secretária Especial de Saúde Indígena (Sesai), Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e Secretária de Estado da Saúde (Sesa), além de outros órgãos para ações específicas nessas localidades.

Cooperação internacional

Crédito: Divulgação SVS

VEJA TAMBÉM: No Suriname, Governo do Amapá busca estratégias de combate à malária na fronteira

As ações do Governo do Estado foram além do território brasileiro. A SVS tem ampliado o dialogado sobre formas de combate à malária e outras doenças que atingem a fronteira entre Oiapoque (Amapá) e Saint Georges (Guiana Francesa).

Em outubro, o superintendente Dorinaldo Malafaia representou o Brasil na reunião regional “Malária em populações migrantes móveis”, em Paramaribo, no Suriname.

Um dos encaminhamentos do encontro foi dado pela SVS sobre a criação do Centro Internacional de Vigilância em Saúde no Platô das Guianas unindo Brasil, Suriname, guianas Francesa e Inglesa no combate da malária e outras doenças nas fronteiras.

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