
Foram premiados estudantes das escolas estaduais Alexandre Vaz Tavares, Lima Neto e Almirante Barroso
Quais são as consequências do bullying no ambiente escolar? Como se sente a vítima de bullying? Questionamentos como esses foram retratados em 27 curtas-metragens produzidos por estudantes de doze escolas da rede estadual amapaense. Os trabalhos foram exibidos nesta quarta-feira, 8, no 1º Festival “Curta a Ideia”, em uma sala de cinema de um shopping em Macapá.
O festival é realizado pela União dos Estudantes dos Cursos Secundários do Amapá (Uecsa), com o apoio do Governo do Amapá, da deputada estadual Marília Góes (PDT), e parceria do Macapá Shopping e Moviecom Cinemas. Todos os estudantes envolvidos ganharam certificados de participação e os três melhores trabalhos receberam premiação em dinheiro: R$ 1,5 mil para o primeiro lugar, R$ 1 mil para o segundo e R$ 500 para o terceiro.
O curta “Bad Day”, produzido pelos estudantes Kássio Borges, Silas Santos, Cassiane Maranhão, Pedro Araújo e Paulo Araújo, foi o grande vencedor do festival. Os alunos da Escola Estadual Alexandre Vaz Tavares retrataram o dia a dia de uma estudante vítima de bullying, com o objetivo de mostrar ao público como este ato pode ocasionar a morte de pessoas que sofrem desse abuso.“’Bad Day’ significa dia ruim. No decorrer do filme, a expressão da estudante vai mudando devido ao que ocorre com ela na escola, que prejudica seu emocional e a entristece, ao ponto de até pensar em suicídio. Nossa intenção é mostrar a realidade de como as pessoas sofrem com o bullying”, explicou Silas, um dos idealizadores do curta premiado.
O 2° lugar foi conquistado pelos estudantes da escola Antônio Lima Neto, Francys Matheus Santos e Jamilly Martins, com a produção "Bullying na Escola”. E, em 3° lugar ficou o vídeo "Diga Basta: Ninguém vai me mudar", produzido por Beatriz Santos e Ítalo Fernandes, da escola Almirante Barroso.
A secretária de Estado da Educação, Goreth Sousa, esteve presente à cerimônia de premiação e destacou a importância desses trabalhos que trazem à reflexão o sofrimento e os efeitos da prática do bullying nas escolas.
“É importante o jovem assumir seu protagonismo na política educacional, na sua vida e também na promoção da paz. Precisamos abrir as portas das nossas escolas para a comunidade do entorno e fazer parceria com a cultura para termos ambientes escolares mais saudáveis”, falou.
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