
Estudantes da escola Maria Carmelita desenvolveram o colete de sinalização para ciclistas
Quinze estudantes da rede estadual apresentam nesta quinta e sexta-feira, 12 e 13 dezembro, projetos de robótica e automação inspirados na cultura maker. Os trabalhos compõem o 1º TecQuinócioCamp: STEM no Meio do Mundo, realizado no auditório do Museu Sacaca, em Macapá.
Organizado pelo Centro de Atividades de Altas Habilidades e Superdotação (CAAHS/AP), ligado à Secretaria de Estado da Educação (Seed), o evento conta também com relatos de experiências de professores de escolas públicas e instituições de ensino técnico e superior que desenvolvem ações em STEM, premiações e apresentação cultural.
O que é STEM?
De forma simples e direta, STEM é a sigla, em inglês, usada para designar as disciplinas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (Science, Technology, Engineering and Mathematics).
O que é a cultura maker?
É a capacidade de fabricar, construir, reparar e alterar objetos dos mais variados tipos e funções com as próprias mãos, baseando-se num ambiente de colaboração e transmissão de informações entre grupos e pessoas.
De acordo com Thaís Abad, coordenadora da mostra, a intenção é difundir a cultura maker nas escolas, aliados as práticas STEM e ao ensino da robótica, para motivar a imaginação e a curiosidade científica dos estudantes. “Maker significa ‘faça você mesmo’. Como utilizar recursos que seriam jogados no lixo e, com conhecimento técnico-científico, transformá-los em projetos úteis e inovadores”, explicou.
Projetos Inovadores
Um dos projetos exibidos na mostra é o colete de sinalização para ciclistas, desenvolvido pelos estudantes Neiloan Xavier e Wesley Sousa, da escola estadual Maria Carmelita do Carmo. O colete é feito de materiais recicláveis e com led arduíno, e consegue indicar setas iguais a dos carros.
Outro trabalho é da estudante Juliana Cruz, da escola Nazaré Pereira Vasconcelos. Ela desenvolveu uma box multiuso funcional aproveitando lonas de banners que estavam sendo acumulados em sua escola. O projeto visa a conscientização ambiental, o empreendedorismo escolar sustentável e o ensino da modelagem matemática.
“A lona demora 400 anos para se decompor. Então pensamos em reutilizá-la em um objetivo mais útil, que pode ser vendido, e desenvolve o interesse do estudante pela matemática, pois utilizamos razão, proporção, teoremas para fabricá-lo”, comentou a aluna.
1º TecQuinócioCamp: STEM no Meio do Mundo
A mostra é financiada pelo STEMTechCampBRASIL - iniciativa da Embaixada dos EUA no Brasil em parceria com o Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC) e Universidade de São Paulo (USP).
Os projetos serão avaliados em praticidade, eficácia, sustentabilidade, criatividade e inovação. A escola que tiver o melhor projeto ganhará uma impressora 3D, e, ao final do evento, serão sorteados cinco kits arduínos para os alunos participantes.
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