sábado, 17 de outubro de 2026

MEIO AMBIENTE

COP 25: governadores apresentam estratégias de desenvolvimento para a Amazônia Legal

‘2020 será um marco para os serviços ambientais’, disse Waldez Góes em discurso na COP 25.

Da Redação
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Governadores da Amazônia Legal lideram vários painéis na COP 25
Governadores da Amazônia Legal lideram vários painéis na COP 25 · Foto: Gilberto Ubaiara

Crédito: Gilberto Ubaiara/SecomGovernadores da Amazônia Legal lideram vários painéis na COP 25

“Integrar é necessário, precisamos de uma Amazônia Legal dialogando com o Brasil, reduzindo as diferenças na área social e na atividade econômica, viabilizando a sobrevivência dos nossos povos tradicionais, assim como também a venda de serviços ambientais”, destacou Waldez Góes, em seu discurso na terça-feira, 10, durante a Conferência do Clima da ONU, a COP 25, que acontece em Madrid.

Governadores da Amazônia Legal lideram vários painéis na COP 25. Os gestores apresentaram estratégias do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal para financiar o desenvolvimento com baixas emissões na Amazônia brasileira.

“Faremos chegar ao ministro Salles a carta dos governadores onde reafirmamos na Cúpula do Clima e no Vaticano, a realização do Amazon Madri na COP”, disse Góes, que é presidente do Consórcio.

“2020 será um marco para os serviços ambientais que garantem uma floresta em pé”, apontou Góes, que disse ainda que “é preciso avançar e consolidar estratégias, mas que os Estados da Amazônia tenham receptividade da comunidade internacional e que se valorize o esforço das populações tradicionais”.

Para o governador do Amazonas, Wilson Lima, “é preciso que as ações estratégicas, efetivamente, saiam do papel. As decisões do consórcio estão alinhadas com o Governo Federal e o Congresso Nacional”.

“O povo da Amazônia sempre fez sua parte na preservação. Quem mora lá tem maior interesse em preservar. Precisamos que o mundo nos apoie para nós desenvolvermos dentro do viés da preservação ambiental”, diz Lima.

Segundo Waldez, existem compromissos assumidos, mas a cobertura de saneamento básico na Amazônia não chega a 25%. “Um contrassenso porque defendemos a cadeia produtiva de baixo carbono e as pessoas que vivem na cidade têm carência de serviços básicos como saneamento, que causa prejuízos enormes aos rios e florestas da Amazônia”, ressalta.

Helder Barbalho, governador do Pará, afirma que é importante o momento de discussão do equilíbrio climático, sustentabilidade e o futuro da humanidade.

“É fundamental que possamos compreender a importância do protagonismo dos Estados. Isso requer a criação de estratégicas que construam soluções sustentáveis associado a palavra desenvolvimento”, finalizou Barbalho.

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